O desafio do esquadrão de José Gomes

Pouco dinheiro, muitas movimentações a custo zero e vários candidatos ao título, ainda a fazerem reajustamentos, retratam o campeonato húngaro que arrancou esta sexta-feira.

O campeão Gyori ETO e o Videoton, onde José Gomes comanda uma armada lusófona, perfilam-se como favoritos, tendo os elencos com mais soluções de qualidade. Algo que Ferencváros, Honvéd, Diósgyõr e um debilitado Debrecen procurarão contrariar.

Arrancou, na sexta-feira, a 115ª edição do campeonato húngaro (NB I). Sem recursos financeiros para investidas no mercado, a grande maioria dos clubes optou por contratar jogadores livres, política que deverá manter-se até ao fecho do período de transferências.

À partida, o campeão Gyõri ETO, clube que quebrou um jejum de títulos que durava há trinta anos, e o vice Videoton, com o técnico José Gomes, campeão português como adjunto de Jesualdo Ferreira no FC Porto, a comandar um esquadrão lusófono, afiguram-se como os favoritos a conquistar a competição.

Sem perdas de vulto no elenco vencedor, o técnico Pintér tem em Leandro Martínez, avançado ítalo-argentino que se destacou no Honvéd, e no médio camaronês Mevoungou, oriundo do futebol austríaco, os principais reforços.

O retumbante triunfo sobre o Debrecen (3-0) na final da Supertaça criou grandes expectativas para a estreia na Liga dos Campeões, desfeitas por uma dupla derrota diante do Maccabi Telavive, orientado por Paulo Sousa, treinador que conduziu o Videoton a uma histórica participação na fase de grupos da Liga Europa’12/13. Algo que não se repetirá neste exercício, já que a formação de Székesfehérvár não conseguiu ultrapassar o Mladost. Um golpe duríssimo para Gomes, eliminado em período de compensação, que agora irá concentrar-se no seu grande desafio: vencer o campeonato.

Numa segunda linha de candidatos, há que ter em conta o Ferencváros, clube húngaro mais titulado, entusiasmado pelo futebol ofensivo preconizado pelo holandês Ricardo Moniz; o Honvéd, bastante italianizado desde a chegada do técnico Marco Rossi; o Diósgyõr, equipa que se robusteceu com os internacionais Rudolf, Elek e Kádár; e até o estreante Puskás Academy, antigo clube satélite do Videoton, que aborda o novo exercício extremamente reforçado. Aparentemente fora desta corrida estará o depauperado Debrecen, vencedor de seis dos últimos nove campeonatos, a atravessar um período de reestruturação.

Fonte: O Jogo

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