Imprensa: Marítimo de raça italiana

Pedro Rocha, jornalista de O Jogo, viu,  o Marítimo, no jogo com o Famalicão, a mostrar argumentos comuns às equipas do futebol italiano.
“Marítimo de raça “italiana”, muito consistente a fechar os caminhos para a baliza e de uma eficácia incrível na finalização. Viu-se isso logo no segundo minuto do jogo, com Zainadine a faturar de livre, e já no começo do segundo tempo seria outro central (René) a marcar, elevando a ansiedade dos minhotos para níveis indesejáveis”, escreveu Pedro Rocha.
Tal como o companheiro de O Jogo, Fernando Urbano, jornalista de A Bola, destacou, também, a eficácia de Zainadine e René: “Abusando do lado direito, o 5.º classificado à entrada da jornada desenhou vários lances de perigo mas isso nunca assustou o Marítimo, que sempre que podia contra-atacava por Nanu e Milson no péssimo relvado dos Barreiros, o que de certa forma agitava o sistema nervoso central dos famalicenses — que ainda assim empataram (de penálti). Tranquilos, os madeirenses usaram outra arma: as bolas paradas”.
O facto de a equipa de José Gomes lutar até ao im foi uma das principais referências de Gonçalo Vasconcelos, jornalista do Record: “A verdade é que o Marítimo nunca esteve para festas, nunca desistiu e, a partir de um lançamento, acabou por restabelecer a igualdade, num bom remate de Erivaldo. Num final de nervos entre os bancos das duas equipas, com cinco expulsões a contabilizar, só faltou mesmo uma arbitragem a condizer para um espetáculo impróprio para cardíacos, que fechou da melhor maneira a Liga”.
Intervenção no banco de suplentes
José Gomes demonstrou, mais uma vez, que tem sucesso quando faz substituições: “José Gomes acreditou que ainda havia tempo e operou três alterações. Mas foi Erivaldo, que havia entrado aos 75 para o lugar de Bebeto, que sentenciou o resultado e acabou com a festa minhota. Na sequência de um lançamento lateral, Vaná não afastou de forma eficaz e a bola sobrou para o extremo, encheu o pé para o 3-3. Os insulares também festejaram em grande o tento, e logo após o apito final, gerou-se nova confusão, e mais três expulsões: Kibe e Getterson, do lado Marítimo; Coly, que já estava no banco, pelos minhotos”, publicou Raul Caires no Mais Futebol.
 

Pedro Santos

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